Tristeza ou depressão: como diferenciar
Todo mundo fica triste. A depressão tem outra duração, outra intensidade e outro jeito de ocupar a vida.
Tristeza é uma emoção. Depressão é um quadro de saúde. Confundir as duas pode levar tanto a banalizar a doença quanto a tratar a emoção como patologia.
A tristeza
Tem motivo. Vem de uma perda, de uma decepção, de uma mudança. É proporcional ao que aconteceu.
Vai e volta. Você consegue sentir outras coisas no meio, como um momento de riso ou de afeto.
Não impede a funcionalidade por muito tempo.
A depressão
Pode não ter motivo claro. Dura semanas ou meses. Ocupa quase todos os dias.
Vem com outros sintomas: perda de prazer, alteração de sono e apetite, cansaço, culpa, dificuldade de concentração, pensamentos de morte.
A pessoa deixa de funcionar como antes em áreas importantes da vida.
O critério do tempo
Um período de tristeza por dias é esperado. Um quadro com sintomas por duas semanas ou mais, na maior parte dos dias, merece avaliação.
O critério do funcionamento
A pergunta prática é: isso está atrapalhando a sua vida? Trabalho, estudo, relações, cuidado pessoal.
Se sim, vale olhar com cuidado.
O que não fazer
Não se autodiagnostique pela internet. Não se convença de que é “só uma fase” quando já passou de semanas. Não aceite que “é assim mesmo”.
O que fazer
Observar os sintomas e anotar. Procurar avaliação com profissional de saúde mental ou com a unidade básica de saúde.
Uma nota
Sentir tristeza não é fraqueza. Ter depressão não é fraqueza.
E pedir ajuda cedo costuma tornar o tratamento mais simples.