Reestruturação cognitiva: o que é e como acontece
Reestruturar não é pensar positivo. É examinar a interpretação e construir uma leitura mais justa.
Reestruturação cognitiva é o nome técnico de um processo simples: examinar um pensamento e ver se ele se sustenta.
Apesar do nome, não tem nada de misterioso.
Primeira etapa: identificar
Tudo começa com perceber o pensamento. Muitas vezes ele passa tão rápido que a pessoa só nota a emoção.
“Fiquei ansiosa” é o começo. O passo seguinte é: o que passou pela minha cabeça?
Segunda etapa: examinar
Quais são as evidências a favor? Quais são contra? Existe outra explicação? O que eu diria a alguém que pensasse isso? Como eu vou olhar para essa situação daqui a um ano?
Terceira etapa: construir
A partir das respostas, monta-se uma leitura alternativa. Ela não precisa ser otimista. Precisa ser justa.
“Vou ser demitida” pode virar “não tenho informação suficiente; já recebi elogios recentemente; vou esperar a conversa”.
Quarta etapa: testar
A leitura nova precisa ser testada na vida real. Isso pode envolver uma conversa, uma exposição ou uma observação.
Sem teste, vira só uma frase bonita.
O que não é
Não é substituir todo pensamento negativo por positivo. Pensamentos negativos também podem ser úteis: eles avisam de riscos reais.
Não é forçar o otimismo. É reduzir a distorção.
Quando não é suficiente
Às vezes, o pensamento está ligado a uma memória antiga ou a um esquema profundo. Aí o trabalho precisa ir além da superfície.
É por isso que a TCC pode se combinar com a Terapia do Esquema.
No dia a dia
Você pode usar o princípio sozinha: notar, examinar, construir, testar. Com prática, vira hábito.