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Ansiedade

O ciclo da ansiedade: por que ela se repete

A ansiedade não aparece do nada. Ela se alimenta de um ciclo que dá para enxergar — e é justamente enxergar o ciclo que dá para quebrá-lo.

Por Bianca Auer · · 6 min de leitura

O ciclo da ansiedade: por que ela se repete

A ansiedade tem um jeitinho de funcionar. Ela nasce de uma situação, encontra um pensamento automático, vem a emoção, produz um comportamento e termina criando uma consequência que reforça tudo. Repete-se. E parece que não há saída.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental chamamos isso de ciclo. E a boa notícia é que ciclo é uma coisa que se pode mexer.

O primeiro passo é enxergar o desenho. Perceber que a situação do dia a dia não é o problema em si: o problema é o que a sua mente diz sobre a situação. Duas pessoas recebem o mesmo e-mail chato do chefe e reagem de formas completamente diferentes. Uma lê, responde e segue. A outra relê dezoito vezes, imagina o pior e passa o fim de semana mal.

O segundo passo é notar a distração. Quando a ansiedade aperta, a tendência é resolver a emoção: ligar para alguém, rolar o feed, fumar, comer, trabalhar. Funciona por cinco minutos. Depois volta, geralmente maior.

O terceiro passo é o mais difícil e o mais útil: responder diferente. Não no automático, não com a primeira resposta que veio. Escolher outra.

É isso que trabalhamos em sessão: identificar, checar e escolher. Parece simples, mas leva tempo, treino e um lugar seguro para errar no começo.

Se a ansiedade ocupa espaço demais na sua rotina, vale conversar sobre isso. A primeira conversa é de avaliação, sem compromisso.

Este texto tem finalidade informativa e não substitui a avaliação de um profissional. Se você está passando por um momento difícil, procure atendimento.

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