Distorções cognitivas: os erros de raciocínio mais comuns
A mente tem atalhos que economizam esforço e distorcem a realidade. Conhecer os principais ajuda a não obedecer a eles.
Distorções cognitivas são padrões de raciocínio que distorcem a interpretação da realidade. Todo mundo tem. O problema é quando elas dominam.
Conhecer os nomes ajuda a reconhecer o padrão na hora em que ele acontece.
Catastrofização
Transformar um risco em certeza e uma dificuldade em tragédia. “Se eu errar essa apresentação, minha carreira acabou.”
Generalização
Tirar uma conclusão ampla de um caso isolado. “Ninguém me respondeu no grupo. Ninguém gosta de mim.”
Tudo ou nada
Só existem dois resultados possíveis: perfeito ou fracasso. “Se não foi impecável, não valeu.”
Leitura mental
Supor o que o outro está pensando sem evidência. “Ele deve ter achado minha pergunta idiota.”
Filtro mental
Focar em um detalhe negativo e ignorar o resto. Nove elogios e uma crítica: a atenção vai para a crítica.
Personalização
Atribuir a si a responsabilidade por eventos que não dependem só de você. “Meu filho está mal na escola, a culpa é minha.”
Deveria
Regras rígidas sobre como as coisas precisam ser. “Eu deveria dar conta de tudo.” O “deveria” produz culpa e não produz solução.
Adivinhação
Prever o futuro com certeza. “Não vou passar nesse processo.” A previsão é tratada como fato.
O que fazer
Primeiro, nomear. “Isso é catastrofização.” Nomear já reduz o poder do automatismo.
Depois, checar evidências. O que é fato? O que é interpretação? O que eu diria a alguém que pensasse assim?
E construir uma leitura mais justa, não necessariamente positiva.
Com prática, o padrão fica visível. E o que fica visível pode ser escolhido.