Diário de pensamentos: como usar na prática
A ferramenta mais conhecida da TCC, explicada com exemplo e sem complicação.
O diário de pensamentos é uma das ferramentas centrais da TCC. Ele parece simples e é. Mas exige prática.
A ideia é capturar o que acontece entre um evento e uma reação, antes que o pensamento desapareça.
A estrutura
São cinco colunas: situação, pensamento, emoção, resposta alternativa e resultado.
Situação: o que aconteceu, de forma objetiva.
Pensamento: o que passou pela sua cabeça.
Emoção: o que você sentiu e com que intensidade.
Resposta alternativa: uma leitura mais equilibrada, baseada em fatos.
Resultado: como você se sentiu depois.
Um exemplo
Situação: recebi um e-mail curto do meu chefe pedindo para conversar.
Pensamento: “fiz algo errado, vou ser demitida”.
Emoção: ansiedade, 90%.
Evidências a favor: ele costuma ser mais caloroso.
Evidências contra: recebi elogio na semana passada; o e-mail não tinha assunto; já aconteceu antes e era sobre agenda.
Resposta alternativa: “é possível que seja algo neutro. Não tenho informação suficiente para concluir que é ruim”.
Resultado: ansiedade caiu para 50%.
Por que funciona
Porque tira o pensamento do modo automático. Ao escrever, você precisa organizar. Ao organizar, percebe o que é fato e o que é interpretação.
Como começar
Não tente fazer o diário em todos os momentos difíceis. Escolha um por dia.
Use o celular se for mais prático. Uma nota simples já serve.
E leve o registro para a sessão. Ele é matéria-prima do trabalho.
Um cuidado
O diário não é para provar que você está errada por pensar assim. É para ampliar a leitura. Se virar mais uma cobrança, vale conversar com o terapeuta e ajustar.