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Autocuidado

Culpa: quando ela orienta e quando ela aprisiona

A culpa tem uma função. O problema é quando ela deixa de apontar um erro e passa a definir quem você é.

Por Bianca Auer · · 5 min de leitura

Culpa: quando ela orienta e quando ela aprisiona

A culpa tem uma função social. Ela sinaliza que algo quebrou em uma relação e ajuda a reparar. Sem culpa, ninguém pediria desculpa.

O problema começa quando a culpa deixa de ser um aviso sobre um comportamento e passa a ser uma sentença sobre a pessoa.

Culpa saudável

Tem a ver com um ato específico. “Eu falei de um jeito que machucou.” Vem com desejo de reparar. É proporcional ao que aconteceu. Passa depois da reparação.

Culpa que aprisiona

Tem a ver com a identidade. “Eu sou uma pessoa ruim.” Não aponta para nenhuma ação possível. É desproporcional. Fica.

Ela costuma aparecer em quem foi responsabilizada cedo demais, em quem aprendeu que cuidar de si é egoísmo, em quem viveu relações em que tudo era culpa sua.

O que a culpa faz com o corpo

Aperto no peito, peso nos ombros, insônia, tensão. A pessoa fica devendo algo que não sabe como pagar.

Como trabalhar

Primeiro, separar fato de julgamento. O que você fez? O que a culpa está dizendo que isso significa?

Segundo, checar proporção. A punição interna é proporcional ao ato? Se fosse outra pessoa, você diria o mesmo?

Terceiro, transformar em ação. Se há reparação possível, faça. Se não há, o caminho é aceitar o limite e seguir.

Um ponto importante

Sentir culpa não te torna culpada de tudo. Existe uma diferença entre assumir responsabilidade e carregar a responsabilidade de todo mundo.

Se a culpa organiza a sua vida, vale olhar para isso com ajuda.

Este texto tem finalidade informativa e não substitui a avaliação de um profissional. Se você está passando por um momento difícil, procure atendimento.

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