Como falar sobre saúde mental com a família
Falar sobre saúde mental em família pode ser difícil. Entenda como abrir a conversa, o que evitar e como buscar apoio.
Falar sobre saúde mental com a família pode ser difícil. Em muitas casas, o assunto é tratado como exagero, fraqueza ou algo que não se fala. A pessoa pode temer não ser levada a sério.
A conversa não precisa resolver tudo de uma vez. O objetivo é abrir espaço.
Prepare o que quer dizer
Escolha um momento com menos correria. Diga como você está e o que precisa. Por exemplo: “eu não estou bem e quero conversar sobre isso” ou “estou pensando em buscar terapia e queria te contar”.
Não é necessário ter um discurso perfeito.
O que evitar
- acusar a família em bloco;
- esperar que todos entendam na hora;
- usar a conversa para provar quem está certo;
- expor detalhes que você não quer compartilhar;
- prometer que vai dar conta sozinho.
Se a família não entender
Nem sempre a primeira conversa será acolhedora. Algumas pessoas precisam de tempo para compreender. Outras podem nunca conseguir oferecer o apoio que você precisa.
Nesse caso, busque outras fontes de apoio: amigos, profissionais, grupos e comunidade.
Como apoiar alguém da família
Se alguém confia em você, escute sem julgar. Evite “isso é falta de fé” ou “tem gente pior”. Pergunte como você pode ajudar e incentive a busca por atendimento quando necessário.
Quando procurar ajuda
Se a conversa revelar sofrimento intenso, isolamento, uso de substâncias ou pensamentos de morte, procure apoio profissional. Em emergência, ligue 192 ou 190; para acolhimento emocional, o CVV atende no 188.
A Terapia Cognitivo-Comportamental e do Esquema pode ajudar tanto quem está sofrendo quanto quem deseja aprender a se comunicar e estabelecer limites na família.