Como apoiar um amigo em sofrimento
Apoiar alguém não exige ter todas as respostas. Escuta, presença e ajuda prática podem fazer diferença.
Quando alguém que gostamos está sofrendo, é comum querer resolver o problema ou encontrar a frase certa. Mas o apoio começa antes disso: começa com presença e escuta.
Você não precisa ser terapeuta para ser uma pessoa segura.
Comece pela presença
Diga que percebeu que a pessoa não está bem. Use algo concreto: “notei que você anda mais quieto. Quer conversar?”. Evite cobrar respostas ou insistir para que ela fale.
Se ela não quiser falar naquele momento, deixe a porta aberta: “estou por aqui quando você quiser”.
O que evitar
- “tem gente pior”;
- “isso é falta de fé”;
- “você precisa pensar positivo”;
- comparar a dor com a sua;
- prometer segredo absoluto quando há risco;
- tentar resolver tudo por conta própria.
O que ajuda
- escutar sem interromper;
- validar o sentimento sem concordar com tudo;
- perguntar o que a pessoa precisa;
- oferecer ajuda prática, como acompanhar até uma consulta;
- manter contato depois;
- cuidar de você também.
Quando o risco é alto
Se houver pensamentos de morte, automutilação ou ameaça, não deixe a pessoa sozinha. Pergunte diretamente se ela está pensando em se machucar. Falar sobre isso não aumenta o risco; pode abrir espaço para ajuda.
Em emergência, ligue 192 ou 190. Para apoio emocional, o CVV atende no 188, 24 horas por dia.
Limites do apoio
Você pode ser uma rede importante, mas não precisa ser o único suporte. Incentive a busca por atendimento profissional e reconheça seus próprios limites.
A Terapia Cognitivo-Comportamental e do Esquema pode ajudar tanto quem está sofrendo quanto quem deseja aprender a apoiar sem se sobrecarregar.